domingo, 6 de abril de 2008

Fíbula

Didática Anatômica: A fíbula é um osso longo por que possui predominância na largura e espessura, dividida morfologicamente em cabeça, corpo e maléolo lateral. Anteriormente nomeada de “Perônio”, esse osso localiza-se na face lateral da tíbia constituindo assim, a face lateral da perna. Unifica-se junto com a tíbia por uma membrana fibrosa chamada de membrana interóssea, ligando-as e dando suporte de origem muscular ao tibial anterior e tibial posterior. Junto com a tíbia, aloja o músculo sóleo, face medial do músculo tibial posterior, e individualmente na sua face anterior, abriga o músculo extensor longo dos dedos, extensor longo do hálux (ambos estes últimos, com uma parcela de sua origem na membrana interóssea) e fibular terceiro (ou anterior), que é uma variação anatômica. Em sua porção ântero-lateral, aloja os músculos fibular longo e fibular curto, e em sua face posterior é encontrado o músculo flexor longo do hálux.
Ainda na membrana interóssea, a chamada Sindesmose Tíbiofibular, encontra-se duas articulações (por ser ponto de união entre dois ossos) denominadas de articulação tíbiofibular proximal e tíbiofibular distal. Sindesmose é uma articulação fibrosa ligada por fibras de colágeno que dão total estabilidade nessa região não permitindo movimento.
Na cabeça da fíbula, é encontrado uma inserção de um ligamento do joelho chamado ligamento colateral lateral e do tendão do músculo bíceps femoral.

Discussão: Se a tíbia fosse mais larga, ela não precisaria da fíbula para abrigar músculos, ligamentos ou qualquer tipo de tecido mole. Muitos dizem que a fíbula faz parte da articulação do joelho, por causa da inserção de duas estruturas que são responsáveis (além de outras) pela flexão e extensão do mesmo, sendo que, o joelho tem contato somente com o fêmur, a patela e a tíbia. A fíbula também não apresenta nenhum movimento importante para a marcha e seu pinçar de “chave de boca” no osso tálus pelo maléolo lateral, fixando e formando a articulação do tornozelo talocrural, poderia ser facilmente substituída se a tíbia fosse mais larga. Então, para que ter a fíbula?

Teoria: A fíbula pode muito bem ser apropriada não para a função de movimento consciente dinâmico, mas sim para uma função de distribuição de peso. Com suas duas articulações proximal e distal da sindesmose, a fíbula apresenta um micro movimento que se fossem substituídos por uma região sólida ou simplesmente por um osso só (no caso da tíbia mais larga), não poderia suportar excesso de carga e fraturaria com mais facilidade. O ponto de união entre dois ossos tem uma importância significativa, e articulação não precisa necessariamente ter “movimento”.

Um comentário:

Maxwell Maximo disse...

olá ! Eu tive fratura exposta da tibia , passei pela cirurgia , seis meses depois bati um raio - x onde mostra que minha tibia ta bem e minha fibula ainda ta separada , eu uso um fixador externo linear , gostaria de saber porque derão assistencia só a tíbia e não a fíbula .